Há dois meses que me bato pelo uso obrigatório de máscara em espaço público.

Há dois meses que o Governo, a DGS e a CML olham para o horizonte, como se fosse difícil ver o que se passa em outros países da Europa.

Hoje é evidente para todos que as pessoas têm de voltar aos empregos, as crianças e jovens às escolas e para isso os transportes têm de funcionar, a restauração e o comércio têm de estar abertos, em suma, o País tem de estar operacional. A economia não aguenta novo encerramento.

O uso da máscara é uma ferramenta essencial para travar a propagação da COVID-19, assim como a da gripe e de outras doenças que no regresso às aulas ameaçam deixar o SNS sem resposta se nada for feito.

A fiscalização, as multas, também são essenciais para que se interiorize o gesto simples de se usar uma máscara.

Num momento em que o Governo prepara os termos e condições para o Estado de Contingência a partir do dia 15 de setembro, venho exigir que a utilização de máscara em público seja uma das novas normas a serem apresentadas.

Apelo a que a DGS, por uma vez, “pondere” com celeridade, que não se atrase em relação à OMS, que já de si tem o triste hábito de se atrasar em relação à evidência científica.

Apelo também ao Presidente da República que interceda junto do Governo para que, à semelhança de vários países e cidades europeias, o uso da máscara se torne obrigatório. A falta de respeito pelo próximo pode ser dramática nos tempos que se aproximam.

Use sempre máscara.

Por si. Pelos outros.