Estou infelizmente habituado a lidar com a inoperância do Vereador Manuel Grilo, mas confesso que atingi o meu limite e sinto que a cidade de Lisboa também.

Numa altura com desafios tão fundamentais e que exigem tanta preparação e competência para recuperarmos o mínimo de normalidade, é incomportável continuar a ter um ativista que se rege apenas por motivações ideológicas a gerir a maior de todas as batalhas: a da reabertura das escolas.

Na Estrela, assistimos a uma demissão de responsabilidades escandalosa. As instalações provisórias da Escola 72 não estão prontas, apesar de terem tido mais de dez meses para ser preparadas, e não há sinais de que possam vir a estar, com o Vereador a empurrar com a barriga. Os pais estão à deriva e as crianças não têm garantias de quando e como poderá começar o seu ano letivo. Da Câmara só recebemos silêncio.

Assim, a população que sirvo acaba por pagar por antipatias políticas e preferências partidárias. Nada de novo da parte de um vereador que escolhe juntar-se a manifestantes em vez de resolver os seus problemas.

Porém, não fico só com críticas, porque autarcas têm de ter também soluções. Como esta incompetência não é nova para mim, à cautela e porque entendo que o planeamento define uma gestão autárquica competente, preparei as instalações da Junta de Freguesia de Estrela para receber de forma extraordinária os alunos da Escola 72 (confiamos que com o total apoio do Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão) até que a Câmara cumpra com as suas responsabilidades e conclua as instalações temporárias da Escola 72.

Manuel Grilo não estava pronto para ser vereador e isso é evidente a cada dia que passa.

Peço a sua demissão e renúncia ao mandato porque todo o tempo que continuar no cargo será tempo perdido na resposta educativa e de direitos sociais na cidade de Lisboa.

Não nos podemos resignar à incompetência.